
Dra. Rosani Almeida
Fonoaudióloga do NASF
Pos graduada em Audiologia
DICAS DA FONO
A IMPORTÂNCIA DA FONOAUDIOLOGIA
Professores que ficam roucos com freqüência.
Locutores de rádio que apesar de terem um timbre de voz adequado quase
perdem o fôlego ao terminar de ler uma frase. Crianças que trocam letras e
adultos com alteração de fala. Esses são alguns exemplos de pessoas que
precisam da ajuda de um fonoaudiólogo, profissional capaz de aplicar técnicas
que auxiliem atores, professores, políticos, cantores, advogados e pessoas
com problemas de fala a se expressar melhor.
Nas dublagens de filmes e comerciais, por exemplo, o fonoaudiólogo é
requisitado para indicar o melhor timbre para cada pessoa representada.
Esse é o ramo da fonoaudiologia conhecido como estético e onde surgem boas oportunidades de trabalho. Também desponta como promissor o setor de telemarketing, onde atuam pessoas que falam ao telefone muitas horas durante o dia. “A qualidade da produção oral hoje está muito valorizada.
O QUE TRATA O FONOAUDIÓLOGO?
A tarefa do fonoaudiólogo nessa área é tratar de pessoas com gagueira, alterações na fala ou que trocam letras (v no lugar do f, por exemplo) e trabalhar com crianças portadoras de doenças congênitas, que atrapalham o desenvolvimento da audição. Também é função do fonoaudiólogo avaliar a capacidade auditiva de crianças e adultos, além de trabalhadores submetidos a ambientes de muito ruído. Com a ajuda de um médico, esse profissional pode prescrever aparelhos de surdez e ajustá-los aos pacientes. Essa é a área conhecida como audiologia.
O fonoaudiólogo acrescenta ao trabalho curativo o de prevenção ou de detecção precoce de problemas. O ponto de partida é o estudo da linguagem oral e escrita de crianças, por meio de programas de aprendizagem e de correção adequada, com a ajuda de professores e pais. Em fábricas, ele pode ajudar a elaborar projetos preventivos de distúrbios e sugerir ações para reduzir o impacto do problema.
ÁREAS DE ATUAÇÃO?
Grande parte dos profissionais dessa área trabalha em consultório próprio, tendência que deve permanecer, em virtude do aumento de convênios médicos que já se dispõem a cobrir o tratamento, tornando a Fonoaudiologia mais acessível para a maioria da população. Quem prefere trabalhar com carteira assinada terá como empregadores clínicas, hospitais, centros de reabilitação, empresas e escolas. A carreira acadêmica é uma possibilidade, mas exige pelo menos o mestrado. As oportunidades estão dispersas nas instituições públicas e na rede privada de ensino superior. O curso está ligado à área de saúde e, por isso, o primeiro ano é feito junto com as turmas de medicina. Em outras faculdades, Fonoaudiologia pertence à área de educação ou psicologia. O currículo inclui matérias como anatomia, bioquímica, psicologia, fonologia, lingüística, neurologia da audição etc.